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Dor



Não tem muito que dizer. Arrancam-nos os dias e as horas. Furam-nos os sonhos com ideias de morte.
Nunca te contei que tenho uma solidão dentro de mim que me come. Come as ideias boas e más. Come toda a esperança e leva tudo para longe.

A senhora da rua calca as pedras que eu calco, pisa as folhas que eu piso mas não me conhece. Ela fica lá e eu fico cá. Estamos encerrados em dois mundos paralelos, primos até, que de tão próximos se perpetuam mas nunca tocam.

A rua que eu piso é esta dor e a mulher que falo é a minha raça de lutar. Um dia vou fugir ao meu ADN e desistir.
Mas não hoje,
hoje é só dor.

Comentários
1 Comentários

1 comentários:

Carlos disse...

A dor nunca poderá resistir ao tempo. É ferramenta essencial à nossa evolução. Enquanto a dor aperta e se envolve connosco porque lhe damos guarida, ficamos alheios a tudo o que nos rodeia, até do que poderia eclipsar-nos para outros estados de consciência que seria remédio calmante àquela dor que protejemos. O tempo da dor só depende de nós.
No que puder ajudar, cá estarei...
Abraço