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Pedaços




Peguei na história da rua contei-a em pedaços de sentimento.
Eu sei que não era suposto, um segredo de pedras é sempre eterno. Mas tive de falar. Estava uma história assim tão linda encerrada entre o coração e a minha língua.
Ai, era um fogo quente demais
   (temos presente a pequenez que é)
contido assim, entre o coração e a língua.

Era mistério, lição para adulto, aprendizagem mundana. Ora, não me interessa. Eu contei e agora está. E está bem feito.
Não jurei pacto nenhum. Não furei o dedo e esborratei o meu sangue num pergaminho antiquíssimo. Portanto, se essa gente do mundo não conta os cortes de crescer ou terror de estar num lugar sempre mudado. Sempre fora de nós. Tão nosso e tão diferente.

Assim, deixei-me de tretas: eu tenho saudade, sofro, choro, rio, falo só na rua, tenho sonhos irrisórios, acredito em histórias para pequenos,
   (do outro lado do espelho que há? temos presente a pequenez que é)
digo patetices, grito, sou inconveniente, preguiçoso, decidido, solitário e tudo mais que ainda não fui buscar lá ao fundo do poço.
  (começamos a vida na terra. depois somos toupeiras. andamos até ao fundo sem fim.temos consciência da sua pequenez)

Pronto, caiu a máscara.
A minha vida é uma rua cheia de histórias contadas em sentimentos.
Não venham com a de que sou pequeno. Eu cá sou um mundo!
Comentários
2 Comentários

2 comentários:

Bruno disse...

lindo :)

Si disse...

Gosto imenso de ler o que escreves.. Não só pelo que escreves bem como pelo como o fazes :)