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Sentido I


Dias, noites num meio dia sem paz.
Conheço um vizinho que passeia entre as figueiras secas. Faz dança com os ramos, feitiços de luz, pactos de sangue.
Rosto quente, voz funda, mente grande. Tem nome mas é sagrado. Liturgia ancestral fabricada em tribos de longe.

Saí de casa, olhei a rua, acreditei numa solução. 
Não havia.
Passei entre montras, pedintes, festas.
Rodei em espirais prolongadas, onde o centro eras tu. Ou eu. Talvez nós.  As imagens passando num ritmo de memórias.
É o tempo? Não,
É sonho? Talvez ...
É dor? Sim!

Meu vizinho recita orações, sonhos, lutas místicas.
Olhou-me nos olhos e disse: "tás perdido".
Eu acreditei, assimilei, guardei.
Um dia vou voltar ... não hoje ...
Comentários
1 Comentários

1 comentários:

joana meneses disse...

sempre que quiseres. é so pedir (:
gostei deste