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Monumento



Se esta cidade terminar,
campos vazios
silêncio assombrado pela espera,
deitarei sobre a avenida
(quente. rugosa. interdicta)
e verei o céu desenhado nos meus olhos fixos.
Eu fico!
Esculpido num traço de solidão aquando do que se deixa para trás,
pousarei as mãos no peito e imaginarei um sentido
ridículo
tão mesquinho como o de todos.
Mas será meu, único, colado a cada memória
é isso, um sentido amuleto
"Hoje o meu sentido me guarda" - suspiro e rezo como as crianças imaginam.
E lá ao fundo no rio
(frio. líquido. mortal)
ficaram meus demónios que derrotei agora mesmo com contas de esperança e intimidade.
Não sou vosso! - grito?

O fim é sempre dos santos,
restos da vida esculpida em pedra,
eis eu
rebento do futuro.

Comentários
1 Comentários

1 comentários:

Matt Cordoba disse...

Muito belo e profundo. Transmite com intensidade os sentimentos.